terça-feira, 5 de abril de 2011
Educação
Nota
Na primeira audiência do ano, realizada no dia 29 de março, o prefeito Antonio Peixoto (PR) afirmou mais uma vez que a Prefeitura continua sem dinheiro para conceder qualquer reajuste salarial aos servidores do município. A primeira justificativa é a de que não há recursos. A segunda é a de que a folha de pagamento já ultrapassou o limite prudencial da chamada Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma lei que impede melhorias nos salários dos servidores. quinta-feira, 31 de março de 2011
Nacional
quarta-feira, 30 de março de 2011
Audiência
1º de Abril
O dia 1º de abril é o dia de lutar contras as mentiras do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PR). Na saúde, os agentes não recebem o salário-base de R$ 714,00, possuem uma gratificação menor do que a dos demais servidores e ainda sofrem com o assédio moral. A população continua recebendo uma saúde pública sem qualidade, onde a Prefeitura sempre dificulta o atendimento.
Além disso, os trabalhadores estão perdendo direitos e sendo perseguidos pela Prefeitura. O abandono dos serviços públicos também está piorando a vida população. Se tem alguém feliz em São Gonçalo, com certeza não são os servidores nem o povo.
Por isso, os sindicatos da saúde e da educação convidam todos os trabalhadores para participarem deste protesto, no dia 1º de abril, sexta-feira, às 8 horas, na praça Dinarte Mariz, no centro de São Gonçalo. Vamos todos lutar contra as mentiras do prefeito Jaime Calado!
segunda-feira, 28 de março de 2011
Corrupção
O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a lei de iniciativa popular do “Ficha Limpa” foi um balde de água fria para aqueles que achavam possível a moralização da política. Em uma votação apertada, por 6 a 5, o STF decidiu que a lei não valeu para 2010. sexta-feira, 25 de março de 2011
Um dia a casa cai...
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte) de Ceará-Mirim denunciou há meses a situação precária das escolas do município, mas o prefeito Antônio Peixoto preferiu fechar os olhos.
Desde o ano passado, o Sinte/RN de Ceará-Mirim vinha denunciando as péssimas condições de estrutura das escolas do município. No caso do CERU de Coqueiros, o sindicato avisou várias vezes à Prefeitura sobre as rachaduras existentes no prédio, assim como em outras unidades de ensino. As fendas na escada foram fotografadas e estavam expostas no blog do Sinte/RN há meses. Mas o prefeito Antônio Peixoto (PR) preferiu fechar os olhos para o problema.
As chuvas desta quinta-feira deram um aviso. As escolas de Ceará-Mirim não possuem condições para funcionar. O Sinte/RN exige que nem a Prefeitura nem o Ministério Público esperem que aconteça no município o mesmo o que aconteceu em São Tomé no último dia 22, quando as paredes de uma escola desabaram sobre os alunos e a professora. Afinal, o episódio do CERU da comunidade de Coqueiros pode se repetir em outros locais. Desta vez, com consequências mais graves. E a chuva não é a culpada.
Greve na educação chegou ao fim, mas problemas não.

Exemplos não faltam. No Centro Municipal de Educação Infantil Maria Ilka, em Nova Descoberta, os alunos continuam sem aula por falta de merenda e de professores. Situação que se repete por toda rede de ensino de Natal.
Os problemas se acumulam com a falta de carteiras, material de expediente e prédios com estrutura física sem condições de abrigar a comunidade escolar. São necessidades que há muito tempo vem sendo denunciadas.
A realidade mostra que não foi a greve dos professores que impediu o início das aulas na rede municipal. Com o fim da greve, a prefeita Micarla de Souza tem a obrigação de responder por que muitos alunos continuam sem aula, quando as escolas deveriam estar preparadas para iniciar o ano letivo.
Os professores estão nas escolas. Agora, falta o poder público assumir a responsabilidade de oferecer condições de trabalho e escola de qualidade para todos. De acordo com o SINTE/RN, “para a rede como um todo – incluindo o ensino fundamental – funcionar plenamente, a Secretaria Municipal de Educação precisa contratar cerca de mil profissionais, entre professores, auxiliares de sala (para a educação infantil) e de serviços gerais”.
O mofo e o abandono tomam conta das escolas e CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). O CMEI Stela Lopes, em Nova Natal, com mais de 300 crianças matriculadas, não está recebendo verbas porque a direção não conseguiu fazer a renovação dos titulares da Unidade Executora, junto ao 2º Cartório, que acumula débitos da Prefeitura Municipal de Natal. Sem dinheiro não tem merenda nem material de limpeza e higiene. A exemplo de outros, no CMEI Stela Lopes as salas estão sem aula, mesmo com o fim da greve.
Muitas escolas nem iniciaram as aulas, outras funcionam em horário reduzido
Os motivos vão desde a falta de merenda a problemas de infraestrutura, além de déficit de professores. Na Escola Municipal Professor Amadeu Araújo alunos são liberados mais cedo. A diretora Maria Rosilandy Feitosa afirmou que a secretaria autorizou a matrícula excedente de alunos, garantindo que iria resolver a situação. “Agora os pais ficam cobrando uma solução da escola e a secretaria de educação ainda não resolveu esse problema”. Ela afirma ainda que não há professores suficientes para normalizar as aulas.
Toda essa situação revela o desprezo do poder público com a manutenção de serviços essenciais para a população, como educação, saúde, transporte e segurança. Enquanto os filhos dos trabalhadores enfrentam essa triste realidade, os filhos desses governantes que transformam os serviços públicos em sucatas têm planos de saúde, segurança privada, não andam de coletivo e estudam em escolas particulares.
Fonte: CSP - Conlutas/RN
Natal/RN
Na análise feita por regiões administrativas, a rejeição é maior na Zona Sul (88,5%), onde a prefeitura enfrenta problemas com o saneamento e pavimentação de ruas em Capim Macio, bairro de classe média alta de Natal. Na Zona Norte, onde houve uma votação massiva na então candidata do PV, a desaprovação é de 84%. A prefeita Micarla de Sousa disse ontem que a pesquisa é um retrato do momento. Mas o índice cresceu de dezembro para cá. Na pesquisa passada, a desaprovação era de 77,6%.
Fonte: Tribuna do Norte - 25/03/2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Áudio
quarta-feira, 23 de março de 2011
Deu na Imprensa
Professora evitou que alunos fossem feridos de maneira mais grave
Todas as vítimas tiveram apenas ferimentos leves. A prefeitura pediu ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea/RN) que fizesse uma vistoria no local para avaliar as causas e as responsabilidades pelo acidente. O prédio foi completamente interditado pelo Corpo de Bombeiros.
Dentro da sala estavam 29 crianças, entre oito e 11 anos, além da professora. Ao lado, uma nova sala de aula estava sendo construída. Em uma outra sala vizinha, o pedreiro José Cosme da Silva Filho instalava, juntamente com outro colega, uma grade na janela lateral. Ele diz ter tomado um grande susto quando ouviu as paredes ruírem. "Ao ouvirmos o estrondo, nos desesperamos. Tentamos entrar pela porta da sala, mas não deu. Então demos a volta, pelo lado que desabou e ajudamos a retirar as crianças da sala".
Segundo o pedreiro, a tragédia não foi pior porque a professora segurou, com as costas, parte da parede que estava para cair. As paredes do quadro negro e da lateral também cederam e, com elas, parte do teto apoiado sobre essas estruturas.
Ao todo, dez crianças se feriram com o acidente. Todas foram levadas para o pronto-socorro local, com ajuda de populares e familiares. Quatro delas, juntamente com a professora, precisaram ser transferidas para o hospital da cidade vizinha, São Paulo do Potengi, para serem submetidas a exames de raios-x. Nenhuma delas sofreu qualquer fratura e, depois dos atendimentos médicos, foram liberadas. Já a professora Maria de Jesus ficou sob observação, pois também ficou abalada emocionalmente com o ocorrido.
Fonte: Diário de Natal - 23/03/2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Deu na Imprensa
Segundo estudo da Agência Nacional das Águas, país precisa investir R$ 22,2 bilhões em captação e coleta até 2015
Trata-se de mais um gargalo ao desenvolvimento econômico que vai se formando sem fazer estardalhaço. Se o país não investir R$ 22,2 bilhões nos sistemas de captação e coleta de água até 2015, pode faltar água em 55% dos municípios do país, ou 3.059 do total.
A abundância de água no país — o Brasil detém, hoje, 12% da água doce do planeta — acaba por mascarar uma situação grave que vai se desenhando para o futuro próximo.
Segundo o estudo, os municípios que correm o risco de desabastecimento até o ano de 2015 representam nada menos que 73% da demanda de água do país inteiro. Desse universo, 84% das chamadas sedes urbanas precisam de investimentos para adequar seus sistemas produtores e 16% apresentam déficits decorrentes dos mananciais utilizados.
Fonte: O Globo
segunda-feira, 21 de março de 2011
Internacional
Presidente norte-americano sai do país deixando para trás acordos comerciais, promessas de petróleo, humilhações e 13 presos políticos
O presidente norte-americano nem havia deixado o Brasil e, no balanço que a imprensa fazia de sua rápida visita, além da euforia e do exagero, havia também um certo tom de frustração. Obama não deu apoio claro ao Brasil a uma vaga permanente do Conselho de Segurança da ONU, como governo e imprensa esperavam. No comunicado aos jornalistas, ao lado de Dilma, apesar dos elogios, o presidente norte-americano apenas demonstrou “apreço” às vontades do governo brasileiro. E se os eventos oficiais não chegaram a empolgar a anunciada “visita histórica”, a agenda “turística” foi ainda mais apagada. Resumiram-se às tradicionais apresentações culturais. O discurso público da Cinelândia foi cancelado apenas um dia antes. A delegação alegou questões de segurança, mas houve quem atribuísse a desistência à falta de garantias de público e o temor de protestos entre o público na praça.
O sentido da visita
Obama desceu no Brasil com dois objetivos. O primeiro, e declarado, foi estabelecer acordos comerciais, derrubando tarifas alfandegárias, a chamada TECA, na sigla em inglês. E a razão disso, o próprio norte-americano não escondeu: os EUA estão em crise e precisam aumentar as exportações e o Brasil é um mercado grande e em expansão.
Mas os olhos de Obama estavam voltados mesmo ao pré-sal. “Estamos criando um novo diálogo estratégico sobre energia para garantir que as cúpulas dos nossos governos trabalhem conjuntamente para aproveitar novas oportunidades, em particular, como as novas descobertas de petróleo no Brasil”, discursou no Planalto. Com a instabilidade política no Oriente Médio, os EUA enxergam no Brasil uma oportunidade de ouro para extorquir o petróleo. Além da estabilidade, o governo norte-americano encontra aqui uma completa obediência aos seus interesses.
Obediência cujos exemplos foram numerosos em tão rápida visita. Como na revista dos ministros de Dilma na entrada do pronunciamento de Obama aos empresários. Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edson Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) foram revistados por seguranças norte-americanos em seu próprio país. A situação lembrou o vexame do então chanceler Celso Lafer, no governo FHC, obrigado a tirar os sapatos para entrar nos EUA.
Apesar do discurso de igualdade, nem na aparência, o governo brasileiro conseguiu esconder seu papel subordinado.
Bombas entre um brinde e outro
O outro objetivo de Obama foi midiático. O presidente tentou reforçar sua imagem popular e amigável, fazendo crer que nada tinha a ver com Bush e seus antecessores. E contou com a generosa ajuda da imprensa brasileira, que fez uma cobertura amplamente favorável ao norte-americano. O fato de Obama ser negro foi tomado como elemento de identificação com os brasileiros.
Os fatos, porém, mostram que por trás do sorriso de Barack, esconde-se o velho imperialismo dos EUA. Uma cena descrita no jornal Folha de São Paulo ilustra muito bem isso. No início da tarde do dia 19, Obama participava de uma recepção oferecida pelo Itamaraty. Na hora do brinde, o presidente foi interrompido por um assessor, que lhe entregou um telefone. Após algumas poucas palavras, o presidente voltou ao seu brinde. Acabava de autorizar o bombardeio aéreo na Líbia.
Já no discurso feito no Theatro Municipal, Obama elogiou a democracia, chegando a lembrar a luta da então guerrilheira Dilma Roussef contra a ditadura no Brasil. Nenhuma palavra foi dita, é claro, sobre o envolvimento dos EUA no golpe militar de 1964. Ou do apoio que prestavam até ontem para as ditaduras amigas do Oriente Médio e do Norte da África, como o próprio Kadafi.
O que essa visita mostrou?
Os governos uniram-se para estender o tapete vermelho ao chefe do imperialismo. Até mesmo a Justiça mostrou sua submissão. A prisão dos 13 manifestantes na noite do dia 18, durante um protesto, foi um fato sem precedentes. O argumento do juiz que determinou a manutenção das prisões fala por si só: os detidos representariam “ameaça à ordem pública” enquanto Obama estivesse aqui e poderiam “macular” a imagem do país.
Mas não foi só isso. A ordem expressa do PT e do Planalto aos seus militantes, proibindo manifestações contra Obama, revela o apoio do partido ao imperialismo e desmascara seu papel nos movimentos sociais. Um fato inédito e histórico: uma ordem do Partido dos Trabalhadores para que seus filiados não comparecessem a um ato contra um presidente dos EUA, a um ato contra o imperialismo.
A visita de Obama, assim, mostrou um governo brasileiro ainda mais submisso, empenhado em entregar nosso petróleo ao imperialismo e abrir o mercado aos EUA. Revelou uma Justiça que se mostra capaz de atropelar a Constituição para defender os interesses dos EUA, como se estivéssemos em um Estado de Sítio.
Obama, por fim, se despede do Brasil deixando para trás acordos comerciais e a garantia de petróleo para sua indústria e seus carros. Deixa ainda 13 presos políticos e a certeza de que, infelizmente, para uma parte do movimento sindical brasileiro, o imperialismo deixou de ser um inimigo.


