quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Nota Ielmo Marinho

SINTE-RN REGIONAL DE CEARÁ-MIRIM SOLTA NOTA AOS SERVIDORES DE IELMO MARINHO E CONVOCA ASSEMBLEIA NO MUNICÍPIO PARA O DIA 29/01



Todo início de ano letivo é montada uma estrutura para a semana pedagógica. Quem participa pela primeira vez tem a sensação de que a administração está pensando no bem estar dos trabalhadores em educação. Esse é o pensamento de quem já trabalha na educação: de que vem coisas novas, novas metodologias, que os governos irão aumentar os investimentos na educação e que a valorização profissional dos professores será reconhecida e respeitada mesmo que os Planos de cargos não sejam tão bons. Mas quando os discursos e as apresentações começam, aí vem as frustrações principalmente de que conhece a realidade de nossa educação pública. O que se vê nas explanações são cobranças e exigências por resultados que agradem investidores internacionais como a UNICEF e o Banco Mundial. Esse resultado vem através do IDEB, que é feito anualmente.

Sem investimentos na educação e falta de valorização profissional, os governos de plantões só têm uma política: pressionar, exigir e desvalorizar. O resultado desta política é o aumento crescente das doenças adquiridas pelo profissional educador. No ano de 2012 uma pesquisa realizada pela Associação dos Professores do Estado de São Paulo (APOESPE) apresenta dados alarmante de doenças como: depressão, transtorno de ansiedade e pânico, hipertensão arterial, diabetes, entres outras doenças. Isso sem falar das agressões diárias, verbais ou físicas, que vêm de estudantes ou de seus familiares descontentes por qualquer motivo.

É impossível ter orgulho de trabalhar na educação sem estrutura e valorização profissional. É impossível ficar quieto, quando os governos (municipal, estadual, federal) não mudam a sua cantoria de que não têm dinheiro. Mas como justificam a arrecadação recorde de 2013, um valor total de R$ 1,7 trilhão, fruto de nossos esforços diários para pagar impostos em dia, com muitos impostos pagos na fonte sem que possamos questionar se ele é certo ou errado. Com o valor arrecadado nacionalmente no ano passado, não se justifica dizer que tudo está falido, como é o caos da educação, saúde e segurança. Está claro que o descaso e a alegação de falta de dinheiro é só enrolação.

Aqui em Ielmo Marinho, a política implantada pelo prefeito e sua equipe é de descaso e abandono, os trabalhadores em educação continuam sendo deixados de lado quanto aos direitos conquistados ao longo da história. Durante os 8 anos de sua administração, o prefeito Germano Patriota governou o município com atitude de um ditador, que não aceitava contrariedade, abria facilmente inquéritos administrativos por qualquer motivo e até demissão por pura vaidade, isso juntamente com o secretário e eterno vereador José Roberto Dias. No ano passado, o Sinte-RN, Regional de Ceará-Mirim, procurou o prefeito Bruno Patriota (PSD), que atualmente administra através de uma liminar da justiça, para discutir uma pauta de reivindicação, mas a metodologia do governo atual é a mesma de Germano Patriota: empurrar com a barriga os problemas da educação e não dar a mínima para os direitos dos trabalhadores em educação. Está claro que a administração só mudou o nome, porque os métodos são os mesmos: ataque, desrespeito e abandono.

Diante da reflexão acima, neste ano de 2014 temos que mudar nosso entendimento e lutar contra aquelas que insistem em querer nos destruir. Para isso, vamos buscar na luta a nossa pauta de reivindicação.


Pontos que requerem resposta do prefeito Bruno Patriota:

1. Por que os A.S.Gs e Merendeiras não têm direito a insalubridades e Plano de Carreira?

2. Por que não é construído refeitórios para os estudantes, que continuam merendando no chão?

3. Por que o PCCS dos professores não é respeitado, no que se refere a promoção horizontal, piso nacional, 1/3 da jornada e 1/6 sobre férias?

4. Por que o município não tem quadras esportivas nas escolas para que os estudantes possam ter a prática de educação física na sobra?

5. Por que a frota de ônibus não aumenta para diminuir a superlotação dos transportes que levam a população junto aos estudantes e professores e demais funcionários?

6. Por que não é aplicada a gestão democrática nas escolas (eleição direta), tendo em vista os desmandos, as truculências e os assédios morais cometidos por vários diretores que se acham donos das escolas?

Nenhum comentário:

Postar um comentário