sexta-feira, 6 de julho de 2012

Em Ceará-Mirim, vamos seguir em frente!

A GREVE TERMINOU, MAS A LUTA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA NÃO!

Foi como o Sinte de Ceará-Mirim previu. A administração do prefeito Antônio Peixoto (PR) não seria fácil para os trabalhadores em educação nem diferente das outras gestões. Durante estes quase quatro anos, tudo o que os educadores conseguiram foi fruto de muitas batalhas travadas nas ruas. O que mais os trabalhadores ouviram foi que Ceará-Mirim passa por grandes dificuldades financeiras. Essa justificativa se sustentava na crise econômica mundial e na arrecadação da cidade. Por esse motivo, não seria possível avançar nos benefícios para a população e para os servidores da educação.

Um fato que deve ser destacado na gestão do prefeito Peixoto foi a deflagração de cinco greves contra uma administração cujas marcas na educação tem sido a repressão nas escolas, a falta de merenda, de transportes e ataques aos direitos conquistados. As reformas de algumas escolas só aconteceram porque o sindicato e a população denunciaram à imprensa. As lutas ocorridas hoje em Ceará-Mirim não são diferentes das travadas contra os governos anteriores. É importante que os trabalhadores compreendam que somente organizados é que vão poder resolver os problemas.

Em 2012, os educadores fizeram uma greve de 30 dias, em defesa de uma pauta que era muito discutida, mas que as soluções não avançavam. Era grande a dificuldade de se conseguir uma audiência com o prefeito, o que só fazia os problemas aumentarem. A cada dia eles só pioravam: devoluções de funcionários, salários rebaixados, desrespeito às leis do Piso Salarial e até mesmo do Plano de Cargos, Carreira e Salários implementado pela própria prefeitura, contra a vontade da categoria.

Foi preciso mais uma greve para arrancar algumas migalhas da Prefeitura, algo que, até então, segundo o prefeito, não seria possível por falta de recursos. Foram inúmeras as vezes em que o prefeito Antônio Peixoto se referia ao cumprimento do Piso como algo que não iria acontecer em Ceará-Mitim, por falta de dinheiro. Acreditando na justificativa do prefeito e desacreditando da capacidade de luta da própria categoria, muitos trabalhadores em educação não participaram da greve, diferentemente daqueles que não só acreditaram como fizeram parte da luta. Estes são os responsáveis pela vitória, ainda que não tenha havido a conquista de todas as reivindicações.

No dia 26 de junho, a Prefeitura firmou um acordo com o sindicato para pagar os 22% de reajuste do Piso Salarial Nacional dos professores. O pagamento será efetuado em três parcelas de 7,4%, com a primeira para este mês de julho e as outras duas em outubro. Entretanto, mesmo com este acordo, é preciso estar vigilante. O mais importante agora é que os trabalhadores não se acomodem, esperando a simples sensibilidade do prefeito e de sua equipe. Afinal, é muito comum os governos fazerem acordos durante as greves e depois descumprirem.

Diante disso, o Sinte convoca todos para participarem de uma assembleia, na próxima sexta-feira, dia 13 de julho, às 8h, na Escola Ubaldo Bezerra. O objetivo é discutir o resultado da audiência com a Prefeitura, bem como avaliar o movimento e organizar as próximas lutas. A greve terminou, mas a luta em defesa da educação pública não.

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